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[CRÍTICA] As Panteras | Elas ainda estão detonando

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Sabina Wilson (Kristen Stewart) e Jane Kano (Ella Balinska) são duas Panteras que precisam deixar as diferenças de lado quando embarcam em uma aventura internacional junto à nova Bosley (Elizabeth Banks) e com a cientista Elena Houghlin (Naomi Scott). Elas precisam impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para a humanidade e descobrir quem está por trás de um plano tão maligno.

Já na cena inicial do filme com um close no rosto de Kristen Stewart(Sabina) enquanto ela brinca com as declarações insistentes de Chris Pang(Jonny Smith) fica muito claro que este filme tomou a decisão consciente de o ponto de vista do olhar feminino. Talvez isso já fosse de se esperar, pois Elizabeth Banks está escrevendo, dirigindo e co-estrelando o novo filme. Também mostra o quanto o olhar feminino é necessário para criar uma atualização nova e moderna da franquia criada originalmente por Ivan Goff e Ben Roberts em meados dos anos 70. Banks deixa claro desde o início que o filme que As Panteras será focada em suas personagens femininas e em suas experiências, e de lá leva os espectadores a um passeio emocionante. 

Nesse sentido, As Panteras conta a história de três mulheres se unindo para se proteger e formar um vínculo inabalável ao longo do caminho. O filme segue dois membros da Agência Townsend que não se dão bem, Jane (Ella Balinska) e Sabina (Stewart), enquanto eles se unem em um trabalho para proteger Elena (Naomi Scott). Elena é uma programadora que vira alvo quando tenta apontar para seu chefe Alexander Brock (Sam Claflin) que a tecnologia em que ela está trabalhando pode ser usada como arma. Quando a missão de Jane e Sabina é atrapalhada pelo assassino Hodak (Jonathan Tucker), eles recebem ajuda de Bosley (Banks). No entanto, a equipe começa a suspeitar que há um traidor nas fileiras da Agência Townsend. Com Jane, Sabina e Elena sem saber em quem confiar, eles terão que confiar um no outro para recuperar a tecnologia e salvar o mundo.

As Panteras apresenta o tipo de aventura que se tornou associada à franquia de espionagem, levando o novo trio de Angels para o Rio de Janeiro, Hamburgo e Istambul, entre outros locais. O filme também apresenta várias sequências de ação em ritmo acelerado que mostram as habilidades das Panteras, principalmente Jane, que é uma força absoluta a ser reconhecida em suas muitas lutas contra a Hodak. As Panteras de Banks se baseia muito em técnicas de luta corpo a corpo e efeitos práticos. O resultado é que alguns momentos não ficam muito bons, com varias cenas de cortes e closes onde as atrizes estão batendo, a tentativa é parecer o mais real possível, mas fica um pouco distante disso.

Em termos do roteiro de Banks, ele tem alguns problemas, com a história vagando às vezes entre os cenários de ação. Em um ponto, o filme oferece dicas sobre o passado de Jane como agente do MI6, mas rapidamente o encerra para retornar à história principal. Assim como as próprias Panteras usam as expectativas da sociedade sobre mulheres bonitas contra seus objetivos, o roteiro de Banks usa preconceitos sobre as histórias das Panteras para provocar algumas reviravoltas surpreendentes no novo filme. O roteiro também dá às estrelas do filme a chance de brilhar. Stewart é especialmente divertido como a sedutora e cômica Sabina,  Balinska recebe a maior parte das cenas de ação principais e as executa com elegância. Scott completa bem o trio, com os três mostrando um clima cativante na tela. Quanto aos jogadores de apoio, Patrick Stewart oferece uma performance atípica (para ele) e é uma delícia vê-lo se divertir no papel, enquanto Tucker é formidável, Noah Centineo apresenta uma performance pequena, mas divertida.

As Panteras promete desde sua primeira cena que este filme será sobre mulheres, especificamente, sobre mulheres fazendo além do que se espera delas, em seguida, o filme de Banks cumpre essa promessa. As Panteras (2019) é divertido do começo ao fim, com ação enérgica e empoderamento feminino que realmente parecem empoderadas.